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Concepção
de produtos multimedia para o ensino-aprendizagem
Esta acção, que decorreu no ano
de 98/99, dirigiu-se a professores do 2º e 3º Ciclos do Ensino
Básico e Secundário de diferentes áreas disciplinares. A formação
teve como objectivo a concepção de produtos para a web com propostas
de actividades dirigidas a alunos.
Com vista à concepção do produto, a formação foi orientada
para o domínio de ferramentas de autor (FrontPage e Flash), a
análise de sites com produtos educativos multimedia (boas e más
soluções), noções básicas de webdesign.
As sessões foram asseguradas por uma professora e um
"informático", o que permitiu um acompanhamento
diversificado e complementar ao longo das fases de concepção do
produto.
A fim de dar uma resposta a necessidades específicas dos
grupos, algumas das sessões, os formandos contaram ainda, nalgumas
sessões, com o apoio pontual de especialistas em software
específico.
A diversidade das propostas
apresentadas no final do curso evidenciaram a diversidade de
interesses dos grupos de formandos que frequentaram o curso: O
Cantinho da Poesia, Descobrir a União Europeia, A Dimensão Educativa
do Euro, Ortografia Online, Papiers Collés, Escrita Criativa, A
Física na Segurança Rodoviária, Classificar os Seres Vivos, Visitas
de Estudo a Parque Naturais.
Formadora
Em jeito de felicitações
A imagem é um dos elementos essenciais e mais importantes da vida, é uma das notas de introdução a uma das formações que gosto de partilhar com os meu colegas professores, e nada mais adequado encontro para representar uma escola de formação que tanto se tem dado para que todos se sintam acompanhados, apoiados e não enjeitados, no mundo das novas formas de pensar, de comunicar e de agir, nas novas formas de expressar as tecnologias de informação.
O Centro de Formação de Professores de Almada Ocidental tem contribuído ao longo destes últimos dez anos para o
crescimento da actividade docente em todo o concelho de Almada e não só. Hoje é um marco de referência na progressão da carreira dos professores. Longe vão os dias em que, ao profissionalismo que agora se verifica se sobrepunha a carolice de alguns que tiveram a coragem de encetar uma obra tão grandiosa.
Muitos encontraram no Proformar uma forma de se firmarem como professores, outros aprenderam muito com o apoio de “outros” que tentaram “comunicar” um pouco do que já sabiam, daquilo que viam mais para além. Não foram só os créditos que motivaram os colegas foi também a ansiedade que cada um
sentia em querer conhecer novas perspectivas, novas potencialidades, novas formas de estar na sociedade actual de informação e tecnologia, na sociedade em que a máquina e a pedagogia se abraçam como se constituíssem um elo único de uma corrente de conhecimento.
Os formadores bons ou maus, conforme o conceito subjectivo de cada um, deram o máximo que conseguiram para que “outros” pudessem
ter acesso mais rápido à informação. Todos somos um pouco autodidactas, e
a maior parte das vezes o que precisamos é de um empurrão, de uma mão mais firme que nos conduza e faça desabrochar dentro de cada um as suas imensas potencialidades. Penso que os formadores conseguiram plenamente o fim de ajudar a que a interioridade pessoal de cada um viesse ao de cima e que desabrochasse, como que num renascer, para uma nova visão da metodologia da vida e desse um passo, mais alargado, rumo à objectividade do conhecimento. O mérito da aprendizagem de cada um, o sucesso do Centro, não temos dúvidas que se ficou a dever ao “professor - formando”, e a “outros”, que desde a primeira hora acarinhou e se propôs assistir e dar continuidade aos cursos organizados.
Como formador da primeira hora, e também como um pouco responsável por partilhar um sonho de realização de um objectivo colectivo, não poderia deixar de dar o meu testemunho, embora que incompleto, do grande orgulho que sinto por pertencer a este Centro e quero, de uma forma clara e inequívoca, deixar bem claro que se ele existe deve-se à persistência tenaz da sua Directora fundadora e da sua equipa de colaboradores directos que contra tudo e contra todos, contra os autoritarismos e incompreensões, tem fincado pé para que continue a exercer o papel fundamental de ser a “imagem” que pretende marcar o futuro de cada um.
Formador
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eLearning - Percursos e encruzilhadas, achamentos e descobertas
Caminhar com a segurança de conhecer o chão que se pisa, pressupõe reconhecer percursos, os que se fizeram e os que ainda estão por fazer; mas, por mais que se estudem os itinerários, sempre surgem encruzilhadas que nos obrigam a fazer opções. Nunca com certezas, mas sempre com convicções, é assim que se vão achando os caminhos que queremos seguir - às vezes mais penosos, porque desconhecidos, mais longos porque evitam os atalhos já há muito percorridos! Mas há quem não resista ao desafio de procurar... e quem muito procura, sempre alcança. Primeiro, acha-se e só depois se descobre!
Esta procura incessante, este inconformismo que caracteriza o Centro Proformar desde o início, é também a origem de uma viagem que se iniciou há já um ano e atingiu, agora, o ponto de não retorno: uma viagem ao universo do eLearning.
Começámos com ambição, mas cautelosamente, porque ao explorar um universo assim tão grande, corre-se o risco de se perder sem nada achar e muito menos descobrir. Sabemos, no entanto, para onde vamos e como queremos ir: vamos a antecipar o futuro (que é já hoje!) e queremos ir na primeira vaga, mesmo sabendo que, andando à frente de muitos outros, nos cabe a tarefa de desbravar.
Este empreendimento tem um nome e um sítio: Tei@, www.proformar.org/teia.
Trata-se de uma plataforma de eLearning ou ambiente virtual de aprendizagem em que uma componente fundamental é a formação a distância. Mas eLearning é muito mais e, por isso, estamos a lançar novas pontes - o desenvolvimento de projectos pedagógicos a distância e a construção colaborativa de um banco de recursos e conteúdos educativos.
Queremos, portanto, construir uma comunidade real ainda que num ambiente virtual, onde os laços de proximidade são mantidos com uns frágeis e etéreos impulsos eléctricos. Este é um universo ainda desconhecido e que, por isso mesmo suscita receios e atiça os mesmos monstros que os marinheiros das caravelas viram.
Mas este é um oceano que a caravela Proformar quer cruzar! E quanto ao medo dos monstros, este só se vence enfrentando-os.
Formador / CC Nónio
Percursos
Sentidos
Tento de novo mas as palavras teimam em sair confusas, desordenadas, fora de tom. Procuro avivar a memória recorrendo a alguns registos escritos desse tempo. De tudo o mais, guardei "fragmentos" - lembranças, sensações e sentimentos - que me permitem agora reconstituir alguns momentos e vivências ocorridas há algum tempo atrás.
Foi há quase dez anos, muito tempo na vida duma pessoa, no entanto, o episódio em causa marcou-me profundamente pelo que vou contá-lo tal e qual como o recordo:
Estávamos no ano de 94/95 e eu regressava à escola depois de oito anos de ausência da prática lectiva. Trazia ideias, sonhos e expectativas mas também muitas dúvidas, receios e incertezas. Certezas havia também algumas e outras tantas convicções. Durante esse período de tempo, sempre estive ligada à formação contínua de professores do 1º ciclo nomeadamente, no acompanhamento e apoio de projectos das escolas. Tinha, por isso, uma grande vontade de me envolver num projecto realista, naquela escola e com aquelas professoras. Tinha, além disso, a forte convicção de que era uma tarefa difícil mas não impossível desde que reunisse um conjunto de condições que me permitissem adequar recursos e mobilizar algumas entidades e instituições.
A escola, era a minha escola de sempre. Estava instalada num meio que eu conhecia muito bem. As colegas? Bom, com algumas tinha partilhado momentos inesquecíveis, profundamente assumidos, quase visceralmente comprometidas com eles. Das restantes eu conhecia a sua dedicação aos alunos e à escola. Tinha, então, o fundamental. Daí à elaboração de um projecto integrador de vontades, valorizador de diversos conhecimentos e formações e potenciador de oportunidades de formação quer individuais quer colectivas, foi um passo. "(Re)pensar para (re)valorizar os recursos da escola" - era um projecto muito abrangente, completamente centrado na Escola enquanto espaço privilegiado de aprendizagem, de ensino e de formação. No que se refere a este último aspecto, partia do pressuposto de que as Escolas não só têm os seus problemas, que são complexos e particulares, como reúnem boa parte das potencialidades - conhecimentos e recursos - para os ultrapassar. Assim, a Escola (como um todo) deve ser mobilizada, potencializada e rentabilizada em função desse todo e consequentemente de cada um como pessoa e profissional, seja professor, aluno, auxiliar de acção educativa ou outro interveniente no projecto. Por se tratar de um processo complexo não podemos cair em "autismos" desligados da realidade.
Nessa altura, a evolução na carreira através de créditos obtidos na formação começava a fazer parte da preocupação de todos os professores. As estruturas locais de formação recentemente criadas, entre elas os Centro de Formação de Associações de Escolas, cumpriam bastante bem o seu papel oferecendo uma grande panóplia de acções de formação nas mais diversas áreas do saber. As modalidades de formação, definidas a nível central, obedeciam a regras pré-estabelecidas com parâmetros muito
rígidos tal como o nº de horas teóricas e práticas e o nº de participantes.
Ora, este projecto, não tinha essas características. Era justo que estas professoras ficassem prejudicadas?
Feitos alguns contactos e depois de algumas conversas com amigas, decidi dirigir-me ao Centro de Formação de Professores de Almada Ocidental cuja directora não conhecia. Foi um dos momentos mais marcantes da minha vida. Levava na "ponta da língua" os argumentos (que a deviam convencer) da não separação entre a componente formativa e a acção pedagógica, nomeadamente no que diz respeito às práticas na sala de aula. Não foi preciso. Cheguei e cumprimentámo-nos. Mostrei-lhe o projecto. Folheou-o, leu a introdução com atenção e disse: - Isto é inovador. É aquilo de que todos falamos acerca da formação mas que poucos se atrevem a fazer. Vamos enviá-lo já ao Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua mas tenho a certeza que a resposta vai ser positiva.
E foi assim que começou uma história de amizade e colaboração que tem quase dez anos. Sinto-me feliz e agradecida por ter sido uma das primeiras formadoras deste centro, mas vejo com alguma apreensão as ideias que "rondam o ar" acerca do futuro da formação contínua. Tudo muda e evolui, mas mudar pode e deve significar, também, valorizar o "património" construído pelos professores ao longo dos anos e garantir o funcionamento das estruturas associativas dos professores, entre os quais merecem especial destaque os Centros de Formação de Associações de Escolas.
Formadora |
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