A selecção
do sub-tema do projecto foi o primeiro dilema com que nos
deparámos, na medida em que os objectivos a alcançar eram
consensuais entre os elementos do grupo de trabalho: o
projecto deveria mobilizar o conhecimento que os alunos têm
do mundo à sua volta, levá-los a reflectir sobre a realidade
e a perspectivar o futuro com base no presente. Para além
disso, era fundamental que o projecto tivesse uma componente
de acção exequível, por considerarmos que, mais do que ser
aprendida ou ensinada, a cidadania vive-se.
Das
sugestões que nos foram apresentadas, o tema “O cidadão
europeu daqui a 20 anos” pareceu-nos o mais adequado para
desenvolver com os nossos alunos, no âmbito das disciplinas
que leccionamos – Inglês, Economia e Introdução à
Filosofia. Trata-se de um tema actual, pertinente e –
antecipávamos nós - interessante para os alunos, que
permitia ainda uma abordagem interdisciplinar autónoma, isto
é, o tratamento de aspectos diferentes do tema nas várias
disciplinas, mobilizando competências interdisciplinares ao
nível do conteúdo e da forma, sem condicionalismos de
sequência no tempo ou interdependência dos conteúdos entre
as disciplinas.
O projecto
“O Cidadão Europeu – Que Futuro?” foi desenvolvido com
o empenho dos alunos de três turmas de 10º e 11º ano de
escolaridade, entre os 15 e os 18 anos, dos cursos de
Ciências Sociais e Humanas (10ºano) e de Estudos
Económico-Sociais (11º ano). O projecto foi implementado em
momentos diferentes e com duração variável, situação
inerente aos conteúdos programáticos e à carga horária das
disciplinas envolvidas – Inglês, Economia e Introdução à
Filosofia. O tema enquadrava-se nos tópicos programáticos
destas três disciplinas - os jovens e a Europa, mobilidade e
relações interpessoais, processo de integração económica
da Europa; implicava a mobilização de competências e
aptidões como a argumentação, o espírito crítico e o
rigor no tratamento da informação, através da pesquisa e
processamento de informação – incluindo o recurso às
T.I.C. -, e envolvia a produção de vários tipos de texto
oral e escrito. Os alunos deveriam desenvolver trabalho
individualmente e em grupo, dado pretendermos que
aprofundassem o espírito de cooperação e autonomia. Estas
seriam as opções metodológicas para a criação de posters,
a redacção de cartas, a realização de debates e
apresentações orais.
O
pretexto concreto para as actividades propostas seria a
participação dos alunos - mais informada e consciente após
as abordagens em contexto de aula - em fóruns juvenis on-line
sobre os temas europeus e a partilha de informação sobre a
Europa com colegas do 9º ano de escolaridade, por ocasião do
dia da Primavera na Europa (21 de Março).
Cidadão Europeu?! Futuro?!
Os
sub-temas “O Cidadão Europeu” e “A União
Europeia” foram abordados de um modo mais intenso e
extenso no tempo no âmbito da disciplina de Economia. O
tratamento do assunto em aula foi apoiado pela visita ao
Centro de Informação Europeia Jacques Delors, e a posterior
exploração da vertente mais didáctica do site deste
organismo inspirou o trabalho dos alunos: a elaboração de um
folheto informativo sobre o dia “Primavera na Europa” e a
produção de apresentações em Powerpoint subordinadas aos
temas: “Da CEE à EU”, “Os Tratados”, “As
Instituições”, “Políticas da UE” e “Os Fundos
Estruturais”. Todos os trabalhos/documentos produzidos nesta
disciplina foram elaborados em grupo, dado o teor dos mesmos.
No dia
21 de Março, a propósito do dia “Primavera na Europa”,
os alunos divulgaram o folheto informativo à comunidade
escolar, tendo respondido às questões que lhes foram
colocadas sobre o assunto.
Finalizados
os documentos em Powerpoint, cuja elaboração se prolongou
por várias semanas, os alunos e professora agendaram sessões
de esclarecimento às turmas de 9º ano, nas quais as
apresentações produzidas assumiram um papel central.
Nas
disciplinas de Inglês e de Introdução à Filosofia, o tema
foi mais personalizado, o que deu origem a testemunhos
bastante interessantes, dos quais daremos alguns exemplos mais
adiante. Nestas duas disciplinas, o tema foi abordado em
paralelo, apenas se tendo realizado uma actividade em comum: a
carta (imaginada) de um jovem cidadão europeu de 2025 a um
jovem cidadão europeu de 2005 e vice-versa.
A
redacção das cartas entre cidadãos europeus constitui o
culminar de uma abordagem diferente nas duas disciplinas. Em
Introdução à Filosofia, através do debate os alunos tinham
desenvolvido a capacidade de argumentação. As reflexões
resultantes desse debate reflectiram-se posteriormente nas
opiniões/preocupações veiculadas naquelas cartas.
Em
Inglês, e porque o tema “Os Jovens e a Europa” é
transversal aos temas programáticos da disciplina, o trabalho
desenvolveu-se ao longo de 4 sessões de 90 minutos. Os alunos
foram solicitados a responder a quatro questões: “O que
significa ser europeu?” (Q1), “Como
definirias/descreverias um europeu?” (Q2), “Como é que a
Europa se reflecte no teu quotidiano?” (Q3) e “Em que
medida te sentes europeu?” (Q4). Tratou-se aqui de aplicar
aos alunos uma versão adaptada do questionário a que as
professoras tinham respondido na primeira sessão da oficina
de formação que esteve na origem deste projecto.
Como
seria de esperar, as respostas dos alunos não se distanciaram
muito das dos adultos, primando felizmente pela
espontaneidade. Na impossibilidade de referir todas as
respostas, destacamos a seguir as que nos pareceram mais
interessantes,. Embora as actividades tenham sido realizadas
em inglês e os documentos produzidos nesta língua, por
questões de espaço, apresentamos a tradução das respostas
em português. Por opção, alinhamos as citações das mais
prosaicas (?) às mais idealistas (?):
Q1: “O que significa ser
europeu?”
- “É
ser alguém da Europa.”
- “É
como ter outra nacionalidade.”
- “Significa
direitos e deveres, liberdade e direitos e deveres iguais.”
- ”Significa
respeito pela nossa nacionalidade e pelos outros países da
Europa.”
- “É
não só viver na Europa, mas participar na vida social e
política da Europa.”
- “É
algo importante (...)”
- “Significa
fazer parte de uma grande comunidade com um grande sonho:
ser solidário, ter a mesma moeda...”
Q2: “Como
definirias/descreverias um europeu?”
- “É
como outra pessoa qualquer: tem cabeça, cabelo, olhos,
boca...”
- “Um
povo orgulhoso da sua história apesar dos diferentes
países e culturas.” /
- “Uma
pessoa bondosa, amistosa e hospitaleira.”
- “Uma
pessoa solidária, que ajudará os seus concidadãos em caso
de necessidade.”
Q3: “Como
é que a Europa se reflecte no teu quotidiano?”
- “Sou
simplesmente portuguesa. Não vejo diferença em ser
chinesa, africana... são só culturas.”
- “Não
me sinto europeu no dia-a-dia, mas sei pelas notícias que
estou ligado a outros países europeus.”
- “Não
a sentimos, mas a Europa tem uma presença muito grande nas
nossas vidas: a Paz, a interacção económica, o Euro, a
nossa moeda europeia.”
Q4: “Em que
medida te sentes europeu?”
- “É
como ser chinesa, africana... Sinto-me normal. Para mim é a
mesma coisa.”
- “Não
me sinto europeia. Sinto-me portuguesa. Não é importante
para mim. É algo distante.”
- “Não
me sinto europeu, porque ainda sou menor. Ainda não posso
participar na vida política. (Sinto-me europeu, mas não
muito.)”
- “Sinto-me
europeia e orgulho-me muito do facto, porque ser europeu
significa ser responsável pelos meus actos. Orgulho-me de
pertencer ao continente mais desenvolvido do mundo.”
- “Sinto-me
europeu porque os europeus são muito abertos ao mundo;
somos livres (...)”
As
respostas ao questionário foram partilhadas no grupo, a que
se seguiu a leitura de opiniões de jovens num fórum europeu online
sobre “O que é ser europeu?” e “Em que medida te sentes
europeu?” (www.generation-europe.eu.com).
Em grupos, os alunos elaboraram uma lista das regalias e
condicionantes da cidadania europeia actual, dando particular
ênfase a questões como família, emprego, estilos de vida e
exercício da cidadania.
Na
fase seguinte, os alunos foram solicitados a imaginar como
seria ser cidadão europeu daqui a 20 anos, tendo em conta os
mesmos temas (família, emprego,...), tendo criado dois posters.
Do primeiro, “O Cidadão
Europeu em 2025”:
semelhanças e diferenças”, destacamos as seguintes semelhanças:
“Os
europeus
- terão
direitos e deveres
- pagarão
impostos,
- continuarão
a não gostar dos E.U.A.
e a explorar pequenos países, como em África
- coabitarão
com muitos imigrantes
- terão
relações e valores familiares semelhantes
- não
se interessarão por política.”
O que será
diferente:
“Os
europeus
- serão
mais desunidos devido a lutas pelo poder/
- todos
os países europeus farão parte da U.E./,
- o
principal objectivo dos europeus será encontrar água e
ajudar o ambiente/
- os
carros serão movidos a água.”
Podemos
concluir que, na opinião dos alunos, as preocupações do
futuro são um adensar das preocupações actuais, não se
prevendo uma ruptura com o presente. Foi interessante
verificar a preocupação destes jovens com as questões
ambientais, que não tinham sido referidas.
As
características que os alunos atribuem ao “Cidadão
europeu em 2025” pautam-se por alguma contradição.
Assim,
- “Será
mais fácil viajar e deslocar-se na Europa”.
- “Os
europeus
o serão
bem informados e solidários” e também “mais
activos, embora não politicamente”;
o “competirão
por emprego com os amigos”, mas “será mais
fácil arranjar trabalho, porque haverá mais
oportunidades de emprego.”
No
entanto, é desanimador verificar que “teremos o mesmo
tipo de sistema educativo”. Também nesta actividade e
nestas questões os alunos revelam uma grande dificuldade em
imaginar um futuro em ruptura com o presente. Contudo, é na
redacção de cartas entre os cidadãos das duas épocas –
2005 e 2025 – que as preocupações dos nossos jovens
assumem maior expressividade.
Como
foi referido, o trabalho nas disciplinas de Inglês e de
Introdução à Filosofia culminou com a redacção de cartas
entre cidadãos europeus de 2005 e 2025. Desde as visões
idealistas do presente às mais ou menos pós-apocalípticas
do futuro, de tudo houve um pouco. De novo, para uma economia
de espaço e devido à extensão das citações, apresentam-se
as versões originais dos alunos, em inglês ou em português,
consoante foram redigidas na aula de Inglês ou na de Intr. à
Filosofia.
Carta(s)
do cidadão europeu de 2025 ao cidadão europeu de 2005:
“Chamo-me
Jean Pierre e tenho 30 anos. Vivo numa cidade decadente,
demodé, sem o encanto e o charme de outrora. Paris é uma
cidade fechada ao mundo, deserta e parada no tempo.
Situação idêntica vivem os restantes europeus desde a 3
ª Guerra Mundial. Esta foi desencadeada pelo terrorismo
islâmico e opôs as grandes potências: Rússia, EUA e
países islâmicos à Europa e ao Sudeste Asiático. (...)
Tenho um filho com 9 anos chamado Gerald, não desejado mas
que tento amar apesar de todas as dificuldades. O seu
sustento é cada vez mais difícil, pelo que vai ter que
abandonar os estudos.
Situação melhor não o espera, porque o desemprego é
grande, as indústrias primitivas estão a falir e o mercado
negro continua a crescer.
A única
esperança deste infeliz cidadão reside na quebra das
barreiras dos outros continentes, nomeadamente a Ásia e a
África, de modo a dinamizar a actividade económica
através do aumento do investimento estrangeiro.”
“Dear
European Citizen of 2005,
I am
writing from the future, it’s the year 2025, as you may
have noticed, to tell you about the differences between my
time and yours.
I live in
Ireland, but I am from France and I am 20 years old.
Firstly, I
should tell you that European people still have the same
rights and duties and although we don’t like it, we still
have to pay taxes. But I can tell you that they aren’t so
high as they used to be in your time. Unfortunately this
only happens here because in Africa, Asia and America things
are even worse than they were in 2005, and that is why there
is so much immigration to our continent. (...)
Although
transport has become faster, we have been very careful about
what this could cause to the environment: all cars are now
moved by water, and industry doesn’t use so many chemical
products as they used to.
It may
sound to you that things are very different, but I can also
give examples of things that are still the same as they were
in 2005. We still have the same kind of relationships and
family values, there is less interest from politicians for
important affairs than it should and the EU flag remains as
it was in your time.”
Nota:
Dos alunos do 10º ano, esta aluna foi a única a imaginar-se
a viver fora de Portugal.
Dear
European Citizen of 2005,
I am
writing from the future, it’s the year 2025. Today the
European Union has changed a lot; this is what will be
remembered in History.
After the
nuclear holocaust, some of us escaped to the Moon and
started a new colony, but shortly after that our Earth
governments started conquering us. However, today we are
independent. The New European Union was born from Europe,
but Europe on the Moon.
Basically
everything is the same: the rights and obligations, human
rights… The currency is not the Euro, but the Liberty, and
we don’t have taxes or a Parliament, but voluntary
contributions, and we are divided into provinces with
councils.
Write soon!
I will send you another letter when the situation improves.”
“Dear
European Citizen of 2005,
I am writing
from the future and I must tell you, unfortunately, that the
future is not so bright.
We are in the
middle of World War III and thank God the European Union has
never been so united. The USA are getting allies from other
continents because we will not give up this fight for water.
But let’s
talk about something else. Now all European countries belong
to the EU and, as I have said, we can say that Europe is now a
really united continent with rights and duties, but I think
that this is the only good thing happening around here.
The war is
destroying the environment, the immigration has increased a
lot, because our continent is the only safe one in the world,
the economic problems are huge, and the education, which in
2005 we expected to increase, is now a war education.”
Carta/Previsões
do cidadão europeu de 2005:
“O
cidadão europeu cumprirá melhor com os seus deveres
cívicos e preocupar-se-á com a política e o ambiente.
O consumo
irá apenas até onde a necessidade o exigir, acabando assim
o consumismo extremo das sociedades europeias. Porém, o
cidadão europeu continuará a ser facilmente manipulado
pela publicidade, apesar desta passar a estar só presente
na televisão e internet.
No domínio
da educação, o jovem irá ter um acompanhamento mais
individualizado no que se refere a seguir a sua vocação.
Haverá também, uma formação profissional mais
específica e todos os cidadãos europeus ( sem excepção )
terão acesso ao mercado de trabalho.
As empresas
europeias vão diminuir os seus níveis de produção mas
aumentar a qualidade dos bens e serviços que produzem,
dando mais importância aos interesses de cada consumidor.
As
sociedades europeias serão todas mais felizes, porque
viverão em maior união e os seus cidadãos terão mais
tempo para se divertirem com as suas famílias.
Assim, vou
lutar para que este ideal seja o do futuro cidadão europeu.”
“Dear
European Citizen of 2025,
I am
writing from 2005 and I thought it might be good to tell you
some things about the past, which you should never forget.
Recently
Pope John Paul II has died and the messages of love, peace
and harmony that he passed on to the world are all over the
TV channels. What I wish is that you never forget these
messages, so that the world will become a better place than
it is nowadays.
Also I hope
that you never forget the AIDS crisis we have been going
through, so that you can understand how important it is for
you to respect the others and so protect yourselves and your
partners.
But you
mustn’t forget either that for a few years now big
countries have been exploiting the little ones, which
develops a wave of racism and cockiness. I just hope that in
the future you can all live happy and in harmony and that
you’ll always try to help the others whenever they need,
no matter where they are from.”
Entre
outras ilações a retirar, podemos concluir que estes jovens
estão conscientes das vicissitudes do presente e da
repercussão que estas poderão ter no futuro da Europa. Se na
discussão formal sobre o futuro da U.E. os alunos exprimiram
algumas opiniões idealistas relativamente ao futuro, quando
foram solicitados a falar do assunto na primeira pessoa, as
visões mais idealistas foram completamente aniquiladas pelo
pessimismo.
O projecto, que futuro?
A
qualidade e quantidade de material produzido pelos alunos,
quer em português quer em inglês revelou uma potencialidade
do projecto que não foi prevista na concepção deste.
Os
documentos produzidos em suporte informático – documentos
em Powerpoint – permitem a reutilização quer na
divulgação de informação a alunos de níveis mais
elementares, como aconteceu na implementação deste projecto,
quer até como material de suporte na disciplina e nível em
que agora foram elaborados.
As
reflexões e opiniões expressas nas cartas constituem
material rico para desenvolver competências linguísticas em
alunos do mesmo nível em anos lectivos posteriores.
Devidamente exploradas em aula, podem constituir ainda uma
base de reflexão e desenvolvimento de competências
cognitivas, bem como de construção de outros materiais.
Numa
perspectiva de desenvolvimento profissional, as professoras
poderão implementar o mesmo projecto com alunos futuros, em
intervalos de tempo de 3, 4, 5 ou mais anos ao longo da
carreira, proceder a uma análise comparativa dos resultados,
produtos e conteúdo obtidos, usando essa informação para
enriquecer a sua prática lectiva e desenvolver competências
nos alunos.
Avaliação
do Projecto
A avaliação
formal do projecto com os alunos só foi feita na disciplina
de Economia, com o auxílio de uma grelha com descritores por
nível de avaliação dos trabalhos apresentados. Em Inglês a
Int. à Filosofia essa avaliação foi efectuada de uma
maneira informal, com o registo das opiniões de alguns
alunos.
Os cidadãos alunos
ABERTURA
AO TEMA - Os alunos manifestaram uma grande disponibilidade
para abordar os temas relacionados com a Europa e a cidadania
europeia, que poderá estar associada ao interesse e ao teor
dos cursos por que optaram e que frequentam.
MOTIVAÇÃO
para a ACÇÃO – Os alunos participaram com empenho nas
actividades realizadas no decurso do projecto, muitas vezes
com um entusiasmo superior ao revelado noutras actividades no
âmbito das disciplinas. O facto de o projecto ter sido “personalizado”
– cf. as cartas do e ao cidadão de 2005/2025 - em alguns
momentos poderá ter contribuído para a colaboração dos
alunos.
Os
alunos deram provas de estarem informados sobre a actualidade
no que respeita aos assuntos da União Europeia, como se pôde
comprovar pelas questões colocadas acerca do processo de
ratificação do Tratado da Constituição Europeia que foi
submetido a referendo em vários países, no período de
realização deste projecto.
VALORES
– Os alunos praticaram os valores da cidadania europeia
enquanto reflectiam sobre eles – o respeito, a tolerância,
a amizade, a cooperação, entre outros. O projecto não
ambicionava uma teorização em torno dos valores, mas sim a
interiorização dos mesmos.
Os cidadãos professores
EXPECTATIVAS
– As expectativas dos professores quanto à receptividade
dos alunos ao projecto foram suplantadas. O empenho dos alunos
levou ao aprofundamento de aspectos que não tinham sido
previstos na fase de concepção do projecto.
APRENDIZAGENS
– Ao contrário do que prevíamos, e apesar do interesse que
os alunos manifestaram em relação ao projecto, verificou-se
que a participação em fóruns juvenis on-line não
foi motivadora para os alunos. Nem tudo o que é Internet
interessa aos alunos, sobretudo se sugerido pelo professor.
VALORES
– Não foi perceptível aos alunos, mas também as
professoras praticaram os valores da cidadania europeia –
cooperação, tolerância, solidariedade, respeito, amizade,
entre outros – para fomentarem nos alunos a reflexão sobre
esses mesmos valores.
Por
tudo isto, acreditamos ter contribuído para uma cidadania
mais plural e solidária, no presente e para o futuro.